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Computação em nuvem e o Varejo

8 de maio de 2015

A tecnologia tornou-se indispensável para o setor de varejo em todo o mundo. São inúmeras as soluções tecnológicas que influenciaram diretamente e de forma positiva todos os processos, como o planejamento, a organização e até no ato da venda.

O conceito de computação em nuvem (em inglês, cloudcomputing) pode ser compreendido como à utilização da memória e das capacidades de armazenamento e cálculo,de computadores e servidores compartilhados e interligados por meio da Internet, seguindo o princípio da computação em grade.

O armazenamento de dados é feito em serviços que poderão ser acessados de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora, não havendo necessidade de instalação de programas ou de armazenar dados. O acesso a programas, serviços e arquivos é remoto, através da Internet, daí a alusão à nuvem.

Estima-se que a computação em nuvem, nos próximos anos, provocará tantos efeitos na sociedade quanto o e-business. Hoje convivemos naturalmente com o comércio eletrônico e Internet banking, que, aliás, está caminhando rápido para se tornar Mobile banking. No inicio dos anos 2000 havia muito receio de se usar comércio eletrônico, e ter que passar dados dos cartões de crédito pela Internet e acessar a conta corrente do banco via Web era viver perigosamente, mas, as coisas mudaram.

E mudaram muito rápido! A maioria dos especialistas corroboram que a computação em nuvem deve ser considerada uma revolução para o mundo corporativo, e que é bastante indicada para o varejo, independente do tamanho da loja. A grande vantagem para o varejo é a possibilidade de compartilhamento de arquivos, uma vez que todas as informações se encontram no mesmo “lugar”, ou seja, na “nuvem computacional”.

Como desvantagem; pode ser destacado o acesso a internet, caso perca o acesso, comprometerá todos os sistemas embarcados. Para utilizar uma nuvem é preciso dispor apenas de um equipamento com acesso à internet. Isto se faz necessário porque as nuvens ficam localizadas em grandes datas centers conectados à rede mundial de computadores, em que as informações e sistemas da empresa ficam alocados lá e podem ser acessadas a qualquer hora.

No momento da implantação dos sistemas de gestão em nuvem, demanda um investimento inicial, porém estes valores gastos são bem menores do que o necessário no sistema tradicional. O empresário pode acessar os dados da empresa de qualquer lugar, pelos dispositivos móveis inclusive viajando.
Quanto a preocupação da segurança das informações confidenciais merece atenção especial, e é o principal aspecto que suscita dúvidas por parte dos empresários, na hora de migrar para a gestão na nuvem, principalmente em relação à privacidade. Quanto a isso, os provedores das nuvens estão investindo pesado em segurança e seguem os mais modernos padrões internacionais, como a criptografia avançada.

Como regra básica de segurança, vale lembrar em não compartilhar a senha confidencial para outras pessoas, não usar senhas fáceis, como datas comemorativas e sequências comuns, entre outras. Não há limitação para alcançar a eficácia desejada com o uso da computação em nuvem. O mais importante é que todos os tamanhos de empresas podem se beneficiar das facilidades oferecidas, investindo dentro das suas possibilidades.

Ser competitivo no mercado atual, é também dispor das melhores e mais modernas possibilidades para gerir o seu negócio, e a computação nas nuvens é uma grande oportunidade disponível para os micros e pequenos empresários alcançarem o sucesso. Imaginemos o final desta década,…acredito que não estaremos mais falando em “cloud computing”, mas, apenas em computing, pois cloud será o nosso modelo mental de pensarmos e usarmos TI.

Além disso, muitos dos profissionais que construíram o modelo cliente-servidor, dominante hoje, estarão se aposentando e os novos profissionais que assumirãoposições de gestão, já terão convivido muitos anos com cloud, em casa e no trabalho. Será natural o uso do cloud,como modelo natural de tecnologia de informação.

Portanto, cloud computing não deve ser visto como uma iniciativa de simples cunho tecnológico, de melhoria de infraestrutura, mas deve estar subordinada a uma visão maior, estratégica, de reposicionamento da própria empresa no mercado.

Colaboração e autoria: Prof. Giuliani